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quarta-feira, 2 de março de 2011

Esporte olímpico, rúgbi celebra milhões e deixa tempos de penúria

Rio - No fim de 2010, o Comitê Olímpico Brasileiro designou R$ 300 mil para a preparação do time feminino de rúgbi visando o Campeonato Sul-Americano, verba reforçada recentemente com outros R$ 500 mil. Para as equipes masculinas, nas próximas semanas, irá chegar um aporte de R$ 1,022 milhão via Ministério dos Esportes - com aprovação do COB.

Após os Jogos Olímpicos de 2012, a Confederação Brasileira de Rúgbi entra no rol de esportes beneficiados pela Lei Piva, pois começa a contar o período que vai até Rio 2016. "Vai dar mais segurança e condições de o Brasil elevar seu nível técnico com infraestrutura. É um esporte que se preocupa com um desenvolvimento seguro e quer que se criem legados", conta Antônio Martoni, diretor da CBRu. "Ainda aprovamos quatro projetos via Lei de Incentivo ao Esporte", acrescenta.

Impulsionadas na mídia por comerciais engraçados da Topper, fornecedora de material esportiva, as Seleções de rúgbi também fecharam contrato com o Bradesco, além de angariar outros parceiros. "Até 2009, era um esporte totalmente deficitário. Hoje deu mostrar de que pode captar recursos", crê Martoni.

Quem também auxilia nesse processo é o Grab, o Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro. Desde março de 2009, o órgão funciona com a força de simpatizantes do esporte que são bem sucedidos no mundo empresarial. A eles é atribuído, por exemplo, o patrocínio da Topper. O comandante do Grab é Eduardo Mufarej, que teve rápida trajetória como atleta do esporte que hoje auxilia com cerca de outros 15 membros.

Curiosamente, foi um apelo de Fernando Portugal, capitão da Seleção Brasileira, que motivou o surgimento do órgão. "Escrevi uma carta e disse que já tínhamos conseguido o máximo sem nenhum tipo de apoio. E que, para ir além disso, só se alguém começasse a nos ajudar", relata. Eduardo leu e resolveu se mexer. Já tem dado frutos.

fonte terra

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