Salários de técnicos da elite paulista mais que dobram nos últimos 10 anos
Eles não fazem gols, não marcam e não passam a bola. Mesmo assim, os salários não param de subir. Em dez anos, os salários dos técnicos dos grandes clubes paulistas subiram 120%. Como comparação, o salário mínimo, no mesmo período, cresceu 41%.
| A diferença aumenta ainda mais ao levar em conta os montantes
envolvidos. Há 10 anos, a remuneração mínima estabelecida pelo governo
federal era de R$ 438,93 (após correção monetária, pelo IGP-M, do valor
original de R$ 200,00). Hoje, é de R$ 622,00. Enquanto isso, em média,
técnicos de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos ganhavam R$ 193
mil em 2002, contra R$ 427 mil em 2012.
O UOL Esporte buscou, nos arquivos da Folha de S.
Paulo, os valores divulgados de salários dos treinadores nos últimos dez
anos para chegar à variação. O time com a maior oscilação no período é o
Palmeiras, com aumento de 372% entre Vanderlei Luxemburgo, em 2002, e
Luiz Felipe Scolari, que comanda a equipe atualmente.
No São Paulo, o movimento é inverso. Emerson Leão recebe 63% (com
correção monetária) do que a média entre os salários de Nelsinho
Baptista e Oswaldo Oliveira, que comandaram a equipe em 2002. O
treinador, porém, é quem mais apareceu nos quatro clubes no período:
foram seis passagens (duas em São Paulo e Santos e uma em Corinthians e
Palmeiras).
O segundo na lista dos mais requisitados é Vanderlei Luxemburgo, com
cinco “projetos” no quarteto: dois no Palmeiras e três no Santos. Ele
foi, ainda, o técnico que recebeu o maior salário do período. Em sua
passagem pelo Palmeiras em 2008, ele ganhava 28% a mais do que Luiz
Felipe Scolari, o técnico mais bem pago do país atualmente (em valores
atualizados).
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